terça-feira, 1 de dezembro de 2015

O sentido da vida e a vida dos brasileiros



Viktor Frankl, médico, judeu e austríaco, pai da logoterapia afirmou em Man’s Search for Meaning que o homem pode suportar tudo, menos a falta de um sentido. Quando nos deparamos com algo, com algum acontecimento, logo nos perguntamos o seu “por que”, coisas que não possuem uma lógica, um sentido, não são interpretadas com bons olhos pelo ser humano, pois não tem como explicar. O sentido da vida pode ser chamado de vocação, mas o que é a vocação? É a sua missão aqui na Terra, algo que só você pode fazer. Aquilo que pode não te gerar um bom lucro, que pode até gerar dores de cabeça e problemas, mas mesmo assim você não para de fazer. Você ouve uma voz que te encaminha para realizar tal tarefa, é a sua missão, é o sentido da sua vida, seu significado. A nossa mente precisa dessa “voz”, desse “ser superior”.
A ciência social brasileira tenta de todos os modos, anular esse ser e não vê os problemas que são causados por isso. Deus é esse ser superior – ao menos para mim. Toda a estrutura social é embasada nos mandamentos de um ser superior a nós, todas as leis, mandamentos, enfim, todas as regras são baseadas num padrão estabelecido pelo todo poderoso, mais uma vez há a comprovação de que não se pode anular essa necessidade. A sociedade brasileira foi inicialmente por portugueses ambiciosos que queriam crescer no Brasil, quando frustrados se tornaram pessoas invejosas, adquiriram um azedume e adotaram o discurso “bonitinho” da injustiça social – É injusto alguém ter a vida que você sonhou; negros e índios também faziam parte dessa sociedade, só que esses não tinha ideia do sentido de suas vidas, então viam-se marginalizados. Atualmente, a fraqueza intelectual do povo brasileiro, a acomodação em um emprego medíocre, a falta do sentido da vida, faz com que se tenha uma vida impossível e um prazer descontrolado. O carnaval é uma festividade que comprova isso, pois é onde há a ultrapassagem de todos os limites. Parte da população que se contente com seu emprego – algo que não gostam de fazer, só o fazem para ganhar um sustento – gasta o dinheiro com o carnaval, isso acaba gerando neles uma sensação de prazer que “compensa” o sacrifício que é exercer algo sem sentido.
Claro que há pessoas que até podem gostar da profissão que exercem, quem realmente seguem o sentido de suas vidas e que mesmo assim se divertem no carnaval. Esse grupo de pessoas tem consciência de seus limites, são felizes e optam pelo carnaval como uma mera diversão dentre as demais que já possua, algo que nem toda população brasileira possui. Tom Jobim uma vez disse que no Brasil é um crime possuir boas condições financeiras. Mais uma vez entra em ação a social brasileira, que com traços marxistas, tenta instalar a luta entre as classes, tenta implantar na cabeça dos menos intelectualizados que os ricos são inimigos dos pobres, são arrogantes e miseráveis, que roubaram para estar a onde estão. É mesmo, é? Estudei feito um condenado para ter uma “vidinha” de mais ou menos? Claro que não. Isso é um crime? Não. Se a bíblia diz que o homem viverá do seu trabalho, é melhor que eu encontre um trabalho bom se quiser ter uma vida boa. Se exerço uma função na qual não vejo nenhum sentido, minha vida será sem sentido. Uma vida sem sentido contribui para uma série de fracassos e para os companheiros de cachaça de fim de semana. Aqueles que colocam uma mesa na calçada ou no quintal pegam uma bebida alcoólica, embebedam-se ouvindo músicas que péssimo nível cultural e dizem que isso é uma diversão para compensar a semana difícil de trabalho. Isso é deprimente.

Além de desencadear vários problemas de saúde, você ainda possuir uma vida sem sentido? É a partir daí que entram as novelas da rede globo que passam o que o cidadão quer ver – se bem que a propaganda de Corega fita adesiva na novela babilônia não agradou tanto aos telespectadores – os políticos bonzinhos que se acham no direito de monopolizar a defesa do pobre, dizendo que sabem o que eles passam e que vão lutar por direitos iguais, enfim, se você é brasileiro você já deve conhecer esse velho discurso. É lamentável, mas vai continuar assim por muito tempo. Afinal de contas, por que o governo ou os controladores de massa iriam jogar a luz onde existe uma treva que torna mais fácil o controle da situação? O maior medo dos atuais governantes e controladores de massa não é uma investigação intitulada de ‘Lava Jato’, e sim que a população readquira o desejo de conhecer que foi dito por Aristóteles. O maior medo deles não é um cara que cria uma página no Facebook e diz que quer o impeachment da Presidente. O maior medo deles é um simples cara que seja intelectual e que influencie, que consiga dar a luz para a população. Uma população instruída é mais difícil de se controlar.

Inspirado em: Olavo de Carvalho - O mínimo que você precisa saber para não ser um idiota.

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