domingo, 29 de novembro de 2015

O evangelho dos números: onde o que importa é quantidade, não qualidade



Muitos “cristãos” acreditam serem grande exemplos. Acreditam que o fato de irem à igreja todos os dias, de colocarem uma bíblia em baixo do braço, de glorificarem a Deus dentro da igreja e chegar ao ponto de falar em línguas estranhas vão para o céu, pois são ditos como irrepreensíveis, mas será mesmo?
De que adianta ser cristão Raimundo (pé na igreja, outro no mundo)? Na igreja é uma coisa e fora dela é outra. Fico estarrecido quando olho para algumas “senhoras de oração” que cobrem seu corpo com saias longas e blusas sem decote, mas possuem a mente mais perversa do que uma mulher “do mundo”. Sepulcros caiados!
A hipocrisia, soberba, o anseio de ser maior, de sentar no púlpito da igreja, o desejo de querer ser o maior, de ter a maior denominação etc. As preocupações do homem estão atrapalhando o agir de Deus. Acordem, hipócritas de uma figa!
Preocupam-se em dizer: “900 almas foram ganhas para Jesus, oh Glória!”, é mesmo é?! Será que foram ganhas ou só contabilizadas? Uma vez visitei uma Igreja de outra denominação em minha cidade e me surpreendi com o seu trabalhar dividido em células: evangelizar, consolidar, discipular e encaminhar.
1° Evangelizar: um grupo de pessoas que tinham o dom de evangelizar as pessoas iriam atrás, eram os pescadores de almas e conquistavam as pessoas para o reino de Deus.
2° Consolidar: um outro grupo de pessoas que se identificavam em apoiar os neófitos da Fé, ou ligavam para o neófito, ou o visitavam em sua residência, oram com ele e dão aquele incentivo: “Essa foi a melhor atitude que você poderia ter tomado em sua vida.”, são aquelas pessoas que vão atrás, que consolidam o novo convertido.
3° Discipular: um grupo formado por pessoas que tem o dom de ensinar a palavra de Deus, que apresentam a bíblia para os novos convertidos.
4° Encaminhar: um grupo de pessoas que vai avaliar qual das células é a melhor para engajar o novo membro da congregação, para que ele possa também dá os seus frutos para a obra de Deus.
Qual é a dificuldade que as outras igrejas tem em fazer isso? Poxa, eu ouço tantos dizendo que evangelizar é um mandamento, beleza, mas por que não faz? E depois que se evangeliza, faz o quê? Afinal de contas, o que é isso? É o cristianismo que existe na bíblia que segue o principal mandamento (amarás ao Senhor teu Deus acima de todas as coisas e ao próximo como a ti mesmo) ou um neo-cristianismo que só se importa com números?

A alguns líderes e pastores: vamos deixar de lado os números e vamos nos importar com as almas? Afinal de contas, mais vale um convertido do que um dirigente hipócrita. 

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